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Márcio Ronny reclama da falta de recursos para seguir tratamento adequado no MA

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Precisando de roupas especiais, atendimento quase que diário e tratamento por praticamente toda a vida, Márcio Ronny da Cruz, de 40 anos, que é reconhecido por seu ato heroico, reclama do atendimento que recebe por parte da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Ele teve mais de 70% do corpo queimado depois de entrar em um ônibus em chamas para salvar uma família, em janeiro de 2014, na Região Metropolitana de São Luís.

De lá pra cá, Márcio Ronny mudou completamente sua rotina, mas padece pela falta de recursos para comprar artigos de necessidade básica, como por exemplo, uma roupa que reveste a pele e evita que o calor lhe cause maiores danos.

“Não estou mais usando esta roupa. Quem me passava era a secretaria, mas agora eles disseram que não vão mais passar nada, pois está tudo na indenização. Da última vez, pessoas me ajudaram comprando a roupa. Por esses dias, estou indo de ônibus. Ontem mesmo, eu fui com minha esposa. No trajeto, tivemos que entrar em uma agência bancária para aproveitar o ar-condicionado, pois não aguentava mais. Minha pele estava muito vermelha já”, disse.

Entre elas, está o transporte que deveria ser fornecido de forma regular pela secretaria por conta de suas limitações físicas.

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“Levei um laudo na secretaria mostrando que preciso fazer fisioterapia para voltar para Goiânia e continuar o tratamento. Era pra eu fazer cinco dias por semana, mas o pessoal do setor do transporte da secretaria achou muito. Então entramos em acordo por quatro dias. Tenho que sair da Estrada de Panaquatira (São José de Ribamar) para o centro de reabilitação no Olho d’Água (São Luís). Às vezes o carro não vem e quando ligo, eles me fazem esperar muito ao telefone. Eles dizem que é muita demanda e por isso não me dão esse suporte. Isso é só a fisioterapia, pois ainda tenho as consultas e preciso também desse deslocamento”, explicou.

Antes do ataque, Márcio Ronny trabalhava como estivador. Agora, segundo ele, não reúne mais condições de fazer tanto esforço físico por conta da possibilidade de a pele não suportar e os tecidos romperem.

“O serviço que eu fazia era estivador e isso mexe bastante com os músculos, inclusive a pele, mas com ela ficou sensível não posso mais fazer tanto esforço, pois pode chegar um momento dela rasgar”, declarou.

A reclamação é antiga. Logo que sofreu as queimaduras, Márcio Ronny foi tratado em um hospital de referência para queimados em Goiás. Atualmente, volta à Goiânia todo semestre e passa quase um mês longe de casa. Mas como não tem muito recursos financeiros, precisa de um suporte para ficar em outro estado.

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