Polícia

Número de fuzis apreendidos pela polícia caiu nos primeiros cinco meses deste ano no Rio

O número de fuzis apreendidos pela polícia no estado do Rio caiu nos primeiros cinco meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. A queda foi de cerca de 12%. Entre janeiro e maio de 2018, os policiais recolheram com os criminosos 182 fuzis, contra 212 em 2017, como revelam os dados divulgados na semana passada pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), da Secretaria de Segurança. Armamento de guerra, o fuzil é considerado o vilão da violência no Rio pelo seu poder letal, capaz de atingir um alvo numa longa distância.

A queda no número de apreensão coincide com a presença de militares das Forças Armadas nas ruas do estado, que há três meses está sob Intervenção Federal na área de segurança pública. Procurada pela reportagem do GLOBO, a Secretaria de Segurança não se manifestou.

Na tarde desta terça-feira, um intenso tiroteio no Morro da Coroa, no Catumbi, deixou moradores da região e motoristas que passavam pela área assustados. De acordo com informações iniciais, traficantes de uma facção rival teriam invadido a comunidade. O Batalhão de Choque foi acionado para atuar na região, incluindo o Morro da Mineira, onde também há relatos de confrontos. Imagens que circulam nas redes sociais mostram homens armados com fuzis e pistolas circulando em ruas do bairro.

O Laboratório de Dados Fogo Cruzado, que monitora o número de disparos de arma de fogo na Região Metropolitana do estado, revelou que até às 18h desta terça-feira foram contabilizados 25 registros de disparos e confrontos, 16 deles apenas no município do Rio.

— Está ficando insuportável. Os tiroteios estão acontecendo em qualquer lugar, em qualquer horário. É assustador. Ninguém aguenta mais — afirmou a dona de casa Maria Aparecida de Oliveira, de 45 anos, moradora do Estácio.

Também na manhã desta terça-feira, alunos da Escola Alemã Corcovado foram levados para a garagem do subsolo por conta do intenso tiroteio que aconteceu, por volta das 7h, no Morro Dona Marta. A unidade escolar, que fica na Rua São Clemente, em Botafogo, adota o plano de segurança toda vez que há confrontos nos morros da região.

Um olhar mais atento nos números divulgados pelo ISP, revela que a quantidade de armas de guerra (fuzis e metralhadoras) encontrada em poder de criminosos no estado tem crescendo nos últimos dez anos. As apreensões de fuzis, por exemplo, saltaram de 214, em 2007, para 344, em 2015. Um aumento de 60% em nove anos. E não houve trégua em 2016: foram retirados das mãos de criminosos 371 fuzis. Já em 2017, um recorde: durante o ano os policiais apreenderam 499 fuzis.

 

Fonte:Extra

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