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Mecânico é preso ao desembarcar no Galeão e família defende que houve engano

Na última quarta-feira, a família do torneiro mecânico carioca Eduardo Rodrigues Nery, de 55, recebeu, surpresa, a notícia de que ele havia sido preso pela Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio, depois de cerca de um ano de uma estadia a trabalho na Irlanda do Norte. No aeroporto, os agentes verificaram que havia um mandado de prisão em aberto por crime de estelionato contra um homem com o mesmo nome de Eduardo. Eram idênticas também a data de nascimento e nome da mãe do homem foragido.
Ele acabou preso na hora. Desde então, sua família e advogados lutam para provar que houve um engano – eles argumentam que Eduardo foi vítima de um golpe e teve os documentos clonados, sem saber.

O homem procurado pelas autoridades havia cometido um crime de estelionato em 2002, em Governador Valadares (MG). No ano, seguinte, foi iniciado um processo penal contra o acusado, que se tornou foragido. Só em 2013 foi decretada sua prisão preventiva. A defesa de Eduardo pediu um Habeas Corpus em caráter liminar, o que foi negado, na última sexta-feira, pela desembargadora Kárin Emmerich, da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Com isso, ele está preso na Cadeia de Benfica, Zona Norte do Rio.

Na peça, os advogados dele argumentam que o mandado de prisão pelo qual Eduardo foi preso era referente a um outra pessoa, que tinha outro número de identidade e nome do pai diferente. Além disso, o registro civil do foragido era de Minas Gerais, e não do Rio. Eles também acreditam que seu cliente foi vítima de um golpe e teve documentos falsificados: “Está comprovado que o Paciente é que é a vítima dos fatos, pois não esteve em momento algum no local dos fatos, reside no Rio de Janeiro, seu RG é RJ”, afirmam os advogados Ostervaldo Coutinho Junior e Douglas dos Santos, no pedido de Habeas Corpus protocolado.

Na decisão de não libertar Eduardo, a desembargadora Kárin Emmerich considera que os documentos apresentados pela defesa do torneiro mecânico não são suficientes para comprovar um equívoco: “Desse modo, entendo necessário ouvir a autoridade apontada como coautora para elucidação de todos os fatos narrados na inicial e para a juntada de mais documentos”, concluiu.

A filha de Eduardo, Stephanie Nery, de 26 anos, trabalha como assistente administrativa nos Estados Unidos e acompanha o desenrolar do caso. Segundo ela, a família está muito preocupada. Neste sábado, ela fez um apelo emocionado nas redes sociais em busca de ajuda:

– Os advogados nos dizem que a digital do meu pai não bate (com a do procurado), que a identidade não bate, e nem a foto da carteira. Minha mãe disse que ele está em uma cela com 60 presos, tratado como bandido, e ele é inocente. Sou uma filha que está triste porque o pai está preso e não pode fazer nada. – afirma. – Acho que a gente já deu provas suficientes. A partir do momento que a foto do RG não é igual, meu pai deveria ter sido liberado.

 

Fonte:Extra

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