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Após assassinar Pedrolina, maníaco atacou cinco mulheres em um só dia

oucas horas antes de a Polícia Civil localizar o corpo da assistente social Pedrolina Silva, 50 anos, morta em um matagal às margens da L4 Sul, no último dia 3, o autor do crime, João Marcos Vassalo da Silva Pereira, 20 anos, havia cometido cinco tentativas de estupro em sequência, com intervalos de poucas horas. Todas ocorreram no Lago Sul.

João Marcos Vassalo só cessou os abusos em série após ser preso, em flagrante, por policiais militares, depois de investir contra uma mulher em uma parada de ônibus. Investigadores da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) mapearam a cronologia dos cinco ataques.

O maníaco sempre manteve o modus operandi no momento de abordar as mulheres. Na segunda-feira (09/09/2019), a quarta vítima de Vassalo registrou ocorrência na 6ª DP (Paranoá).

De acordo com os investigadores, Vassalo começou a onda de crimes por volta de meio-dia, em um ponto de ônibus próximo ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O agressor tentou abusar de uma adolescente de 16 anos, que aguardava o coletivo. De acordo com o depoimento dela, ele a agarrou à força.

Enquanto empregava violência física, Vassalo dizia que iria estuprá-la. “Ele falava palavras de baixo calão, pornográficas”, lembra a mãe da garota. Por sorte, o transporte que a menina aguardava chegou e o motorista do coletivo a ajudou a escapar das mãos do maníaco. “Ela disse que não quer mais tocar no assunto, nem aqui em casa. Estamos tentando seguir.”

No Lago Sul

Cerca de 40 minutos após tentar estuprar a adolescente, o suspeito abordou outra vítima. Desta vez, uma enfermeira de 32 anos, que também esperava o transporte coletivo em uma parada na QL 26, no Lago Sul. A mulher contou à polícia que escapou por pouco do ataque. Ele a puxou por trás, agarrando a blusa e os cabelos, enquanto ela gritava por socorro. Segundos depois, o ônibus chegou e Vassalo acabou soltando a mulher.

Ela pensou, inicialmente, se tratar de um assalto. “Mas ele queria mesmo me encurralar na parada de ônibus. Então, eu fui mais rápida que ele, pela graça de Deus”, relembrou. “Teve um momento em que peguei meu celular e ele perguntou as horas e respondi: ‘São as mesmas que estão naquele relógio da avenida’. Então, ele tentou pegar minha mochila e eu dei um empurrão nele. Gritei e ele saiu correndo. Foi quando consegui correr e peguei o primeiro ônibus que vi. Nem sabia para onde estava indo, só entrei”, completou a enfermeira.

Já por volta de 13h15, o criminoso atacou novamente. O local: uma parada de ônibus próximo à quadra QI 29. Naquela oportunidade, a vítima foi uma jovem de 18 anos. A estudante andava pela calçada da QI 29, rumo a uma parada de ônibus, quando avistou o maníaco subindo em sua direção.

Ela conseguiu se livrar do maníaco porque bateu nele com a tampa de uma caixa térmica. “Fui batendo e ele foi se distanciando. Chegou a colocar a mão para trás, como se fosse pegar alguma coisa, mas não tinha nada. Na hora que ele estava saindo, pegou no meu peito e correu”, contou a vítima ao Metrópoles.

No momento do crime, dois homens passavam em um carro, viram a cena e retornaram para ajudá-la. “Se eles não tivessem passado, poderia acontecer o pior comigo. Se eu não tivesse descido naquela hora, teria sido outra vítima e poderia não conseguir sobreviver”, lembra.

Fonte:Metropoles

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